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Desenvolvimento de equipes – Uma Reflexão individual

Ao propor escrever um texto sobre desenvolvimento de equipes, me vi questionando sobre minha atuação nas equipes onde desenvolvo algum tipo de projeto ou possuo alguma responsabilidade.

Partindo do princípio de que uma equipe possui um objetivo comum e isso pede algumas afinidades e compartilhamento de responsabilidades diante de um determinado desafio, fiz as seguintes reflexões:
- eu realmente quero encarar este desafio?
- o que vou ganhar com isso?
- quais os recursos necessários para concretizar o resultado desejado?
- quais as competências, habilidades e atitudes que preciso disponibilizar?
- que mudança interna precisarei implementar?

Quando me vejo questionado se quero encarar um determinado desafio, percebo o quanto posso ou o quanto podemos estar acomodados diante de resultados comuns, iguais. Uma atitude semelhante leva a resultados semelhantes. Mas ora, se tudo a nossa volta está em constante mudança, por que vamos desejar um resultado comum, igual a tantos que já tivemos? Quando desejamos um resultado diferente, precisamos agir de forma diferente. A primeira idéia é rever o planejamento, olhar o futuro. Só precisamos planejar quando precisamos mudar alguma coisa. Se não é necessária a mudança, deixe tudo como está. Você já sabe onde vai chegar. Penso então que precisamos olhar para o futuro com mais ousadia. Desafio aceito, e acredito ser este o primeiro passo do desenvolvimento, é momento de preparação. Algumas perguntas conhecidas como o que vou precisar? O que já possuo? Com quem posso contar?

Quando levamos estas reflexões para dentro da equipe, é preciso expandir a oportunidade a todos aqueles que dela fazem parte. Depois de responder se encarou o desafio, identifique se todos que irão atuar com você também o fizeram. Quando alguém vê a situação como problema, o caminho a ser percorrido é mais lento e mais difícil. Fecha aqui a idéia do objetivo comum. Todos temos o mesmo desafio, não importa o tamanho, em algum momento será necessário dedicar esforços, contribuindo para atingir o resultado. Aqui aparece o ritmo de uma equipe. É como dizer que compramos a briga! Entra aí outro fator importante no conceito de equipe: os envolvidos estão torcendo uns pelos outros? Ficam satisfeitos com o resultado dos demais? Dentro de uma equipe todos possuem responsabilidade pelo resultado do outro. Se as pessoas percebem que podem agregar positivamente ao resultado, sentem-se felizes e vibram diante das conquistas individuais, parece-me que temos aí uma equipe formada. Não importa o tamanho do desafio, estas pessoas, esta equipe vai aceitá-lo!

Pergunto-me agora, pergunte você: Gosto de trabalhar nesta equipe? Desejo continuar atuando nesta equipe? Se a reposta for sim, está aí o desejo de continuidade, aquele sentimento de perpetuação que une e valoriza as diferenças, fortalece competências individuais e gera atitudes responsáveis diante de futuros desafios.

Acredito que somos, e as equipes também, movidas a desafios. Não podemos mudar isso. Precisamos aceitá-los como meio de estímulos ao nosso desenvolvimento. Desafio superado, satisfação conquistada. Satisfação alcançada passamos a nos dedicar a novas experiências, criando um ciclo permanente de busca pelo crescimento, pelo desenvolvimento individual e da equipe!


Carlos Alberto Lechinski

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